sexta-feira, 8 de julho de 2011

6ª ROMARIA DA FLORESTA – 21 A 24 DE JULHO DE 2011



“Aqui está o nosso amor
e seremos fogo ardente.
Aqui estamos, irmãos
venceremos a morte”. (Gilmar Torres)

Está chegando a 6ª ROMARIA DA FLORESTA em Anapu. Essa Romaria nasceu a partir do assassinato da missionária Dorothy Stang em12 de fevereiro de 2005.
É um momento de profunda espiritualidade em que toda a comunidade unida caminha durante três dias, percorrendo 55 Km.da cidade de Anapu até PDS Esperança, para reafirmar o seu compromisso com a luta pelo direito à terra e em defesa da floresta. A Romaria tem sido uma vivência profética na qual se anunciam as boas novas alcançadas pelo povo ao longo de sua caminhada e se denunciam todas as violações e injustiças sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras rurais daquela região.


PARTICIPE DESSE MOMENTO MÁGICO CHEIO DE MÍSTICA E MUITA ALEGRIA. 


DOROTHY VIVE! SEMPRE! SEMPRE! SEMPRE!

Telefones em Anapu
(91) 3694 - 1614 – casa das irmãs de Notre Dame .
(91) 3694 – 1339 – Paróquia

Telefones em Belém
(91) 3229-3191- Irmãs de Notre Dame

CONTINUAMOS DIZENDO NÃO A BELO MONTE!

No dia 30 de junho, em Belém, o Comitê Dorothy, juntamente com sindicalistas, índios, lideranças estudantis e de movimentos sociais contrários à construção de barragens na Amazônia, participou do ATO CONTRA A HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE liderado pela índia, Sheila Yakarepi Juruna, da etnia Juruna, de Vitória do Xingu, região de Altamira (740 km de Belém).
A concentração ocorreu pela manhã, na Praça do Relógio, Centro Histórico de Belém, ocasião em que a guerreira do Xingu afirmou em seu primeiro discurso: “ Estou aqui, mais uma vez, conclamando a sociedade paraense para denunciar esse grande monstro – chamado Belo Monte – que estão tentando implementar a todo custo”.  Após a fala de representantes de algumas entidades, os ativistas saíram em marcha para a Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA).


Já em frente ao Poder legislativo, durante o Ato Público, antes de entrar para receber a Medalha de Honra ao Mérito, concedida pela indicação do deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) Sheila, mais uma vez, indignada, desabafa: “Nós, povos indígenas do médio Xingu, não aceitamos que o Governo Federal venha destruir a nossa casa. O rio Xingu é nossa casa. É a nossa vida, por isso, estamos denunciando todas essas formas injustas com que o esse governo vem tentando implementar empreendimentos não só no  Xingu, mas em toda Amazônia Brasileira”. E disse ainda, que se não fosse os povos da floresta e da cidade se organizarem e irem à luta, o rio Xingu já estaria morto, junto com todos que dependem dele para sobreviver. Terminou agradecendo aos movimentos sociais e conclamando a união de todos “só seremos vencedores se estivermos de fato, unidos, porque essa causa é de todos nós. Não a Belo Monte é uma questão de honra para todos nós”.


quinta-feira, 7 de julho de 2011

ESTRELA DOROTHY



Apagaram uma estrela de primeira grandeza
Brilhante
Radiante
Nas terras da Amazônia que padece de um mal crônico
Conflitos de terra
Sangrenta guerra
Insiste em não cessar
E a morte declarar

Dorothy incomodava
Fazendeiros
Madeireiros
Grileiros
Defendia como ninguém os posseiros
Tombou pelas mãos sujas
Dos insanos pistoleiros
Que tiram vidas por dinheiro

Vives agora no Reino da Glória
Teu corpo descansa
No seio da terra
Que ainda não é livre
Continua cercada
Ensangüentada
E, portanto, a tantos negada.

Onde quer que estejas
Intercedes por nós ao Pai
Pede que assumamos
Os múltiplos desafios
De acabar com as cercas
De destruir as barreiras
Que impedem
Homens e mulheres
Serem iguais.

(Gilda Raposo – missionária leiga – Ananindeua/Pa)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Homenagem à guerreira Sheila Juruna marcará ato contra Belo Monte em Belém

 MOVIMENTO XINGU VIVO – COMITÊ METROPOLITANO
 No próximo dia 30 de junho, Sheila Juruna, pertencente ao grande povo Juruna, componente do Movimento Xingu Vivo, e uma das mais importantes representantes dos grupos que lutam contra a construção do Complexo Hidrelétrico de Belo Monte, estará sendo homenageada com a medalha de honra ao mérito pela Assembléia Legislativa do Estado do Pará.

Sheila Juruna é um símbolo da resistência a construção da usina de Belo Monte. Mulher, guerreira indígena, determinada e implacável, tem levado o grito do Xingu em atos, palestras e debates pelo Brasil, e pelo mundo afora, sempre bradando, firme e forte, contra a destruição da floresta, do rio e da vida na Amazônia.
A medalha de honra ao mérito é um reconhecimento à sua luta, sua tenacidade, sua perseverança contra um projeto que vai secar e destruir 100 km de biodiversidade da área conhecida como Volta Grande do rio Xingu; repassar para as empreiteiras e amigos do Governo mais de 30 bilhões de reais; expulsar de seus lares e de suas terras mais de 40 mil pessoas; não vai produzir nenhum quilowatt de energia para as populações da Amazônia, beneficiando tão somente grandes indústrias e mineradoras, e aprofundando o modelo de exploração dos recursos naturais que historicamente tem sido imposto à região.
Junto ao justo reconhecimento que Sheila Juruna estará recebendo, será realizado mais um GRANDE ATO DE PROTESTO CONTRA A CONSTRUÇÃO DE BELO MONTE. Então, todos alerta, A COLUNA XINGU VIVO VAI ÀS RUAS NOVAMENTE!

ATO CONTRA A CONSTRUÇÃO DE BELO MONTE, E EM HOMENAGEM A TODAS AS DEFENSORAS E DEFENSORES DO XINGU E DA AMAZÔNIA
DATA: 30 de Junho de 2011
LOCAL: PRAÇA DO RELÓGIO (Centro Comercial de BELÉM/BRASIL)
INÍCIO DO ATO: 8:30h (em seguida marcharemos com Sheila Juruna até a ALEPA)

EM ANAPU, PDS ESPERANÇA SOFRE AMEAÇA

Em janeiro deste ano, os trabalhadores e trabalhadoras do Projeto de desenvolvimento Sustentável Esperança, em Anapu,
se mobilizaram para impedir a extração de madeira ilegal do PDS. Fizeram uma guarita humana na
estrada que dá acesso ao assentamento. Como resultado dessa mobilização, em audiência pública, algumas
medidas foram definidas para inviabilizar a ação criminosa dos madeireiros da região, dentre essa medidas,
a construção de uma Guarita pelo INCRA, que ainda não foi concluída.
Porém, esta semana, os madeireiros voltaram a agir, 10 de seus capangas com o intuito de retirar a madeira extraída ilegalmente e apreendida pela Polícia Federal e IBAMA, em Janeiro deste ano, por ocasião da mobilização e denúncia feita pelos assentados/as, tentaram retirar os trablhadores e trabalhadoras que vigiam dia e noite o acesso ao PDS.

Como vemos, em Anapu, nestes seis anos após o assassinato da irmã Dorothy, as mudanças que deveriam ter sido efetivadas pelo poder público não aconteceram, a devastação ambiental, a grilagem de terra e a pistolagem continuam sendo uma grande ameaça.

Mais uma vez, nos perguntamos: Será que o sangue de Dorothy foi derramado em vão? Será que as mãos criminosas do latinfúndio vão vencer a luta contra a vida e a justiça? Até quando os mafiosos de colarinho branco conseguirão engavetar processos e decidir os rumos da política ambiental?

Infelizmente, continuamos sem respostas para essas perguntas, mas continuaremos lutando na esperança de que um dia a justiça reine vencendo a impunidade.



Comitê Dorothy.


Local onde os agricultores mantém vigilância dia e noite para impedir
a passagem de caminhões dos madereiros com madeira extraída ilegalmente.


MAIS UMA HOMENAGEM A NOSSA IRMÃ DOROTHY



 "Se calarem a voz dos Profetas as pedras falarão".
                                                                      
   No próximo dia 2 de Julho, em Altamira, 79 trabalhadores do campo estarão recebendo o diploma de TÉCNICO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE. Salvo engano, a primeira e única turma do Brasil na modalidade de ensino - Educação no Campo/ Pedagogia da Alternância.
  O Curso integra uma das ações do PRONERA SAÚDE.
  Por unanimidade, os formandos escolheram a missionária Dorothy Stang como patrona da turma.
  A programação será iniciada com uma Celebração Ecumênica às 10 horas da manhã. O celebrante será o Padre Amaro , que apoiou a luta da missionária Dorothy pela implantação dos Projetos de Desenvolvimento Sustentável e hoje continua, em Anapu, defendendo o legado deixado por ela.
  Após a celebração ocorrerá o almoço de confraternização. E a noite, no Xingu Praia Clube de Altamira acontecerá a Formatura  e a Festa.

sábado, 4 de junho de 2011

CONVITE : ENTREGA DE MEDALHA IRMÃ DOROTHY STANG

"É por amor, sim,
é por amor à vida
que profundamente doloridos
recolhemos em nossos braços
os que foram brutalmente feridos
e quando já não podemos devolver-lhes
a respiração nós comungamos de seu sangue
e os fazemos ressuscitar em milhares
de vidas e sorriso!" (Zé Vicente - é por amor)




Convidamos você e sua entidade para participar da Sessão Especial da Câmara Municipal de Belém 
               em homenagem ao " Dia do Meio Ambiente e entrega da Medalha e Diploma Dorothy Stang ".
                     Nessa ocasião estarão recebendo a referida comenda pessoas que atuaram e atuam na defesa 
               do meio ambiente, nas causas agrárias e na luta por uma Amazônia justa e sustentável.
                  

Data: 07/ 06/2011                      
Hora: às 9 horas  
Local: Salão Plenário Lameira Bittencourt 
Trav. Curuzu, 1755 - Bairro: Marco 
Entre Almirante Barro e 25 de Setembro  
                                                              
                                
Belém, 3 de Junho de 2011
Comitê Dorothy

Sem comentários: “Para senadora Kátia Abreu, mortes no campo são crimes comuns”

É de causar um sentimento extremo de indignação o descaso, a insensibilidade e o desrespeito
com que a maioria do Congresso Brasileiro trata as mortes no campo.
Primeiro eles vaiam e gargalham. Depois essa declaração infame desta senhora.
Como alguém pode considerar um assassinato ser COMUM?
Nenhuma morte que vem através da violência, seja urbana, ou rural pode ser considerada comum.
É comum porque não foi assassinado nenhum madereiro, fazendeiro, plantador de soja e nem um
parente da senadora. Caso isso acontecesse, COM CERTEZA, os assassinatos deixariam de ser COMUM.
Virgínia
Comitê Dorothy 


Por racismoambiental em 03/06/2011 
Kátia Abreu: "Mortes no campo são crimes comuns"!

RIO – No dia em que mais um trabalhador rural foi morto no campo , a senadora Kátia Abreu (TO) classificou de “oportunismo” o tratamento dado às mortes, que, segundo ela, são crimes comuns. Nas últimas semanas, cinco ativistas foram assassinados.

- Isso é oportunismo. É querer usar uma situação trágica, inaceitável para todos, e culpar uma lei ambiental ou o Código Florestal – disse Kátia, que é presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). – É lamentável, mas a segurança pública tem sido um problema nacional. Em 2009, a CNA pediu ao Ministério da Justiça um plano de combate às invasões de terra e nada foi feito.

Líder da bancada ruralista, o deputado federal Moreira Mendes (PPS-RO) disse lamentar as mortes, mas também classificou os episódios como “oportunismo”. Para ele, o destaque que o governo vem dando às mortes é uma estratégia para desviar a opinião pública da crise envolvendo Antonio Palocci, ministro da Casa Civil:

- Assassinatos ocorrem todos os dias em todos os lugares do Brasil, com velocidade muito maior. Há uma tentativa de confundir a opinião pública por conta dessa história do Palocci.

Em relação ao Código Florestal, que agora tramita no Senado e vai ser analisado por três comissões, Kátia disse que o ideal seria votá-lo antes do recesso de julho:

- Esse prazo de 180 dias não é necessário, acho lamentável. Há uma insegurança no campo que se arrasta por mais de dez anos, e a insegurança jurídica faz com que produtores se retraiam.

Kátia ressaltou ainda que “anistia não existe” no texto aprovado pela Câmara.

- Entendo que anistia é suspender a cobrança de multa sem pedir contrapartida. Então, anistia não existe.




Marquinho Mota
Coordenador de projeto - Rede FAOR

Mais um assentado é morto no Pará, em Eldorado do Carajás

Roberto Maltchik e Fábio Fabrini


BRASÍLIA e MARABÁ (PA) - Mais um trabalhador rural foi morto no Pará, em meio à onda de assassinatos registrados no estado nas últimas semanas. De acordo com informações da Polícia Civil, o trabalhador rural Marcos Gomes da Silva, 33 anos, foi morto a tiros numa emboscada em uma estrada vicinal, em Eldorado do Carajás, mesma cidade onde ocorreu, em 1996, o massacre de 19 sem-terra. O crime ocorreu na quarta-feira, mas só foi informado nesta quinta à Polícia Civil do Pará.
De acordo com testemunhas, o agricultor levou um tiro no abdômen enquanto construía uma ponte, nas redondezas do acampanhamento Nova Sapucaia, onde morava com a família. Mais tarde, depois de receber socorro, homens armados teriam abordado o veículo no qual a vítima, ferida, era transportada. Na segunda emboscada, os acompanhantes teriam sido orientados pelos assassinos a deixar o homem ferido e retornar para o acampamento. Em seguida, ainda de acordo com os primeiros relatos, Marcos teve a orelha arrancada e quase foi degolado.
Eldorado fica no sudeste do Pará, na mesma região de Nova Ipixuna, onde o casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo foi morto em 24 de maio.
A Polícia Civil está no local e ainda não se pronunciou oficialmente sobre as investigações. O corpo deverá ser removido para Marabá.
Nas últimas semanas, quatro ativistas que atuam na Amazônia foram mortos e o governo chegou a reconhecer, na terça-feira, não ter instrumentos e condições para garantir a segurança de todos os líderes que correm risco.
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) elaborou uma lista de ameaçados que correm risco de vida. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, afirmou ser necessário fazer uma triagem na relação da entidade e escolher quais são os prioritários entre os mais ameaçados.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/06/02/mais-um-assentado-morto-no-para-em-eldorado-do-carajas-924591057.asp#ixzz1O9sdMAyX


Marquinho Mota
Coordenador de projeto - Rede FAOR
faor.comunicacao@faor.org.br
www.faor.org.br
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www.xingu-vivo.blogspot.com
(91) 3261 4334/87144416/81389805/91110439

Pai da Iamã, da Anuã, do Iroy e da Luna.
Assessoria à Rádios Comunitárias
Viva os Nossos Rios, Vivos e sem Barragens!!!

domingo, 29 de maio de 2011

Líder de assentamento assassinado quando vendia verduras

Líder de assentamento do Amazonas é assassinado por pistoleiros

Agricultor foi assassinado enquanto vendia verduras em município do Estado de Rondônia (Manaus , 27 de Maio de 2011 - ELAÍZE FARIAS)

O agricultor e líder de assentamento Adelino Ramos já havia feito várias denúncias sobre as ameaças de morte que vinha sofrendo (Divulgação)

Adelino Ramos, 57, líder do Projeto de Assentamento Florestal (PAF) Curuquetê, localizado no município de Lábrea (a 701,62 quilômetros de Manaus), foi assassinado na manhã desta sexta-feira (27). Foram desferidos seis tiros contra o agricultor.
Conhecido como Dinho, o agricultor foi assassinado por volta de 10h em frente à casa de um cliente das verduras que ele vendia no município de Vista Alegre de Abunã, em Rondônia, na divisa com o Estado do Amazonas. 
Ele também era líder do Movimento Camponês Corumbiara (MCC), que surgiu após o massacre de Corumbiara (RO), em 1996.
O advogado do assentamento e de Adelino Ramos, que pediu para não ter seu nome relevado, disse que o agricultor já havia denunciado as várias ameaças que vinha sofrendo para a Ouvidoria Agrária do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e para a Polícia Federal.
“As ameaças eram de fazendeiros e de toreros (pessoas que roubam toras de madeiras). Desde que o Incra doou a terra aos agricultores, os fazendeiros se viram lesados”, disse o advogado, que mora em Porto Velho (RO), onde Adelino será enterrado.
No PAF Curuquetê vivem aproximadamente 20 famílias. “As famílias estão com medo, algumas pessoas querem ir embora, se sentem desprotegidas”, disse ele.
Para o advogado, a demora do Incra em publicar a portaria regularizando o assentamento também contribui para aumentar a insegurança na área.
Denúncia
Adelino vinha recebendo várias ameaças de morte desde que a o PAF foi criado pelo Incra, há três anos.
No dia 22 de julho de 2010, Adelino Ramos esteve em Manaus onde participou de uma audiência com a Ouvidoria Agrária Nacional do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), intermediada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Segundo Auriédia Costa, coordenadora da CPT no Amazonas, representantes da ouvidoria se comprometeram de enviar um grupo até o assentamento, mas isto nunca aconteceu.
“Ele denunciou vários fazendeiros, deu nome e sobrenome. Mas ninguém fez nada. Os fazendeiros estavam revoltados porque, para eles, os assentados estavam fazendo denúncias para o Ibama sobre desmatamento”, disse Auriédia.
Para a coordenadora da CPT, o assassinato de Avelino é resultado da omissão do Estado e das autoridades policiais.
“Onde não há lei para regularizar, alguém faz esta lei. E quem está no comando é quem tem o capital”, comentou Auriédia.
Em 2008, outra liderança da então gleba Curuquetê, Francisco da Silva, também foi assassinada.
Fuga
Conforme Auriédia, vários líderes do movimento da reforma agrária e de assentamentos sofrem ameaças de madeireiros no sul do Amazonas, mas pouco se comenta sobre estes casos.
“O que parece é que não há ameaça, nem violência. Mas ao contrário do que se pensa, muitos trabalhadores estão impedidos de voltar hoje para Lábrea. Muitos fugiram”, disse.
Uma dessas lideranças é Nilcilene Miguel de Lima, 44, que fugiu da gleba Iquiri, próximo ao assentamento Gedeão, também no município de Lábrea.
“Fui espancada, queimaram minha casa, não posso voltar. Os fazendeiros nos ameaçam porque dizem que estamos denunciando desmatamento. Estou jurada de morte”, disse Nilcilene, que era amiga de Adelino Ramos. "Mataram meu amigo", disse, indignada.